Aconteceu Naquele Verão

Minha nota: 
Nome: Aconteceu Naquele Verão
Autor(a): Vários Autores
Editora: Intrínseca
Livro no Skoob

Eita... o verão. Uma estação bem promissora para se viver um romance, certo? Na verdade eu ainda prefiro o inverno, acho aquelas cenas clichês de casal na neve tão fofas. Pela segunda vez, a escritora Stephanie Perkins organizou uma coletânea de doze contos românticos com foco na estação mais quente do ano, o verão.

Já existe um livro anterior a este, também organizado pela Perkins e ambos publicados aqui pela Intrínseca. O presente do meu grande amor reúne outras doze histórias que são ambientadas no natal, a melhor época do ano, vamos combinar? Os dois livros são independentes e não precisam de ordem para serem lidos.

Em Aconteceu Naquele Verão, temos contos de todos os tipos e para todos os gostos, ambientados em diferentes lugares, uns mais loucos e criativos que outros. Alguns dos escritores que compõem a coletânea eu já conhecia, porém, só acompanho os trabalhos de duas, Cassandra Clare (Os Instrumentos Mortais) e Veronica Roth (Divergente).

Confesso que tive um pouco de receio para me adaptar ao estilo do livro, pois nunca li vários contos com tantos caminhos divergentes assim antes. Sem contar com a escrita misturada, mas depois da segunda ou terceira história ficamos habituados ao formato.

A premissa do livro é trazer as diferentes formas que o amor tem de se manifestar em uma mesma época do ano. Temos casais heterossexuais, homossexuais e até MONSTRUOSOS. Isso mesmo, tá pensando que a criatividade desses escritores se limita a meros romances sem graça? Não, temos de tudo: monstros, demônios, zumbis...
As emoções ficam superestranhas depois de você ser caçado por demônios e forçado a mandar seu chefe para o inferno.
Como não temos tanto espaço assim para falarmos de todos os contos em uma única resenha, falaremos da história de abertura do livro, intitulada Cabeça, Escamas, Língua, Cauda, da Leigh Bardugo. Ainda teremos mais postagens sobre outros contos deste livro, então podem ficar tranquilos.

Por se tratar de um conto, onde o limite de páginas faz com que a narrativa seja um pouco corrida, eu demorei um pouco para imergir na história e saber do que realmente ela se tratava. Em um belo dia de verão, numa cidadezinha pouco movimentada em tempos de férias, Gracie ver uma coisa estranha na lagoa de Little Spindle.

Essa é a deixa para ela falar com um garoto bem solitário, chamado Eli Cuddy, que poderia ajudá-la a solucionar esse mistério que rondava a lagoa. Uns diziam que era mal-assombrada, alguns registros falavam que outras pessoas já haviam visto um monstro no lago... mas nada era levado tão a sério.

Eli era um garoto que já tinha lido praticamente todos os livros da biblioteca, então ele com certeza poderia saber algo mais sobre o monstro que miticamente habitava aquelas águas. Na busca por respostas, os dois adolescentes criaram uma amizade forte e não foi fácil quando o primeiro verão se passou e Eli desapareceu da cidade, voltando apenas no verão seguinte. Ele não morava em Little Spindle, por isso tinha que voltar para sua cidade.

Gracie sentia muito a falta dele durante as outras estações do ano. Ela ficava esperando que o verão chegasse, para que pudesse reencontrar o garoto de cabelo quase branco, que carregava sempre uma mochila roxa nas costas. E, enfim, talvez não fosse apenas amizade o que Gracie sentia por Eli, mas o destino dos dois era mais do que incerto... era altamente misterioso.

A escrita da Bardugo é bem interessante, achei um pouco confusa no início, mas logo no final eu já estava bem engajado na leitura da mesma. As escritas variam, como já falei, pois se trata de muitos autores envolvidos e com certeza vocês vão se apaixonar por todas elas (ou pelo menos a maioria)!

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Sobre Marlon Gonçalves

Tenho apenas 19 aninhos e ainda não li nem metade dos livros que quero ler na vida. Acho que é um mal que todos os leitores sofrem. Sou apaixonado por séries, amo escrever várias coisas: livros, poemas, contos, frases e textos para o Tumblr. Vida social? Escolhi não ter...
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