Resenha: Dama da Meia-Noite (Cassandra Clare)

Minha Nota: 
Nome: Dama da Meia-Noite (Os Artifícios das Trevas, vol.1)
Autor (a): Cassandra Clare
Editora: Galera Record

Chegou a hora de finalmente falarmos sobre a nova trilogia da Cassandra Clare sobre o mundo dos Caçadores de Sombras. Dama da Meia-Noite é o primeiro livro da série Os Artifícios das Trevas. De volta ao mundo que muitos amam e que foi cenário de várias batalhas entres Nephilins e demônios!

A história agora se passa no Instituto de Los Angeles, que também sofreu ataque durante a Guerra Maligna em Cidade do Fogo Celestial. Emma Carstairs é uma das únicas que ainda carrega o sobrenome Carstairs e perdeu os pais durante a guerra. Mas Emma não acredita que eles tenham sido assassinados por Sebastian Morgenstern durante o ataque ao Instituro de Los Angeles há 5 anos, pois a morte deles tinha sido diferente e o assassino deixou marcas desconhecidas espalhadas pelo corpo de ambos. Mas a Clave (como sempre) culpou Sebastian pelas mortes e tomou o caso como encerrado.

Ainda com 12 anos, Emma lutou ao lado do seu melhor amigo, Julian, em Alicante, durante o ataque ao Salão dos Acordos, onde tinha muitas outras crianças. Julian Blackthorn tinha quatro irmãos mais novos e dois meio-irmãos mais velhos, que eram metade Caçadores de Sombras e metade fada. Ele não sabia, mas seu destino mudou completamente quando o ataque ao Salão dos Acordos aconteceu e ele teve que matar seu próprio pai, uma imagem que ficaria para sempre em sua mente.

Após a Guerra Maligna, com a traição do Povo das Fadas, os acordos foram revistos e nenhum Caçador de Sombras poderia jamais ajudar alguém fada. O ódio da Clave contra eles foi tão grande que exilaram os dois meio-irmãos de Julian. Helen foi exilada para a Ilha Wrangel e Mark foi entregue à Caçada Selvagem. Julian agora era o mais velho de sua família e não tinha mais os pais para cuidarem dele e dos irmãos mais novos, ou do próprio Instituto de Los Angeles que era comandado pelos Blackthorn.

O comando do Instituto de Los Angeles foi entregue ao tio de Julian, Arthur Blackthorn, que vivia em Londres e era alucinadamente apaixonado por mitologia grega. Julian, com também apenas 12 anos, tem que seguir em frente com a dor que carrega no peito pela perda dos pais e dos irmãos, mas também tem que ser forte o suficiente para poder criar e dar amor aos seus irmãos mais novos, Livvy, Ty, Dru e Tavvy. Ele também tinha Emma, e não queria que a levassem para a Scholomance, como desejo da Clave. Então os dois viraram parabatai, impedindo que a Clave os separassem.

A Scholomance era uma escola que preparava os Caçadores de Sombras que não ficavam em Institutos, mas fora fechada há décadas e reaberta depois da Guerra Maligna. Mesmo agora, depois de 5 anos da Guerra, Emma ainda carrega o desejo de vingança pela morte dos pais e procura à todo custo pistas que possam levá-la ao verdadeiro assassino. Algumas pessoas acreditam nela, uma delas é o seu parabatai, Julian.

Mas uma coisa nova começou a acontecer aos arredores de Los Angeles. Novos assassinatos começaram a ocorrer, sem pistas dos seus assassinos, mas que tinham coisas em comum com os assassinatos dos pais de Emma. Os cadáveres tinham cheiro de queimado e eram molhados com água do mar, além das mesmas marcas malignas que carregavam nos corpos. Tudo igual aos pais de Emma, exceto pelo fato de que os mortos eram parte Submundanos, em especial fadas.

É estranho o fato de ter um enorme espaço de tempo entre os assassinatos dos Carstairs e os de agora, mas é uma nova pista para Emma desvendar esse mistério. Ela recebe ajuda do Alto Feiticeiro de Los Angeles, Malcolm Fade, que diz que os símbolos são de magia negra. Mas magia negra pode ser rastreada, exceto se forem feitas nas convergências das Linhas Ley. O que, infelizmente, parece ser o caso.

Então o Povo das Fadas fazem uma visita ao Instituto e pedem para falar com Arthur Blackthorn, que é tão enigmático quanto seu comando dentro do Instituto. As fadas propõem um acordo para que eles as ajudem a encontrar o assassino que está matando os seus iguais e, em troca, eles devolveriam Mark Blackthorn, que havia sido exilado para a Caçada Selvagem. Mesmo contra as regras de não ajudar o Povo das Fadas, eles aceitam a proposta, pois ter Mark de volta era tudo que os Blackthorn queriam. E então eles teriam que começar uma investigação escondida da Clave, que violavam os novos acordos da Paz Fria.

A ajuda de todos é de suma importância para conseguirem seguir as pistas deixadas pelos mortos que são desovados nas Linhas Ley. E as pistas levam os Caçadores de Sombras ao Teatro da Meia-Noite, onde descobrem sobre os Seguidores que trabalham para o seu líder, o Guardião. Mas quem seria o Guardião e por que ele estava cometendo todos aqueles assassinatos? Finalmente eles descobrem que o Guardião está praticando magia necromante, o que é completamente proibido, e quem ele é.

Mas, no meio de toda essa investigação, Emma e Julian sofrem batalhas internas que os consomem dia após dia. Talvez não seja apenas amor de melhores amigos que ambos sentem um pelo outro, mas eles têm medo do que pode acontecer se a Clave descobrir sobre esse romance, visto que a lei é clara quando diz que parabatais não podem se apaixonar um pelo outro. Mas... por que não podiam? Finalmente podemos descobrir neste livro o porquê da Clave proibir a relação amorosa entre parabatais, e não é um obstáculo nada fácil de ser combatido. Dura Lex, Sed Lex. A Lei é dura, mas é a Lei.

E, por fim, eu não poderia ficar sem falar do capítulo extra, não é? No capítulo extra reencontramos alguns dos personagens de Os Instrumentos Mortais e podemos matar um pouco a nossa saudade deles. O capítulo se passa durante a festa de noivado de Izzy e Simon ()! É um livro cheio de emoção e com um final digno de Cassandra Clare... Já queremos Lord os Shadows, tia Cassie!!!
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Sobre Marlon Gonçalves

Tenho apenas 19 aninhos e ainda não li nem metade dos livros que quero ler na vida. Acho que é um mal que todos os leitores sofrem. Sou apaixonado por séries, amo escrever várias coisas: livros, poemas, contos, frases e textos para o Tumblr. Vida social? Escolhi não ter...
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